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William Truppel

 

 

 

Profissionais do vôlei marcam a vida de um fã: Bernardinho, Rizola, Fabiana, Fabi, Fofão e Sheila são campeões também em humildade



William Truppel, 23, estudante de Jornalismo



No dia 09 de novembro de 2008 jogaram São Caetano x Rio de Janeiro
pela Super Liga de Vôlei Feminino, em São Caetano do Sul, zona sul de São Paulo. Como sou um amante do esporte em geral e moro nessa cidade, não poderia perder a chance de presenciar, numa só partida, alguns dos meus ídolos, que representam ou representaram a Seleção Brasileira na modalidade. A prioridade era chegar o mais rápido possível ao local da partida para não perder um minuto sequer daquele “duelo de gigantes”, cheio de estrelas. Faltavam dez minutos para as 14 horas, horário previsto para iniciar o jogo quando, um amigo e eu, chegamos ao ginásio professor Milton Feijão, mais conhecido entre os moradores de São Caetano do sul, como Lauro Gomes. Todos os torcedores do “time da casa”, logo na entrada, ganharam uma camiseta personalizada para apoiar a equipe local. O ginásio estava relativamente cheio por se tratar de uma cidade pequena, na qual os habitantes, em sua maioria, me parece não demonstrar tanta admiração por esportes. Por ser cadeirante, ser deficiente tem suas vantagens, são poucas, mas existem benefícios, tive o privilégio de me posicionar no centro das arquibancadas. Isso me possibilitou acompanhar aos lances com mais precisão. A partida foi totalmente dominada pelo Rio de Janeiro. São Caetano pecou na recepção. O passe defeituoso impediu que Fofão levantasse as bolas com precisão para os ataques potentes de Sheila e Mari. Enquanto as cariocas fizeram um jogo quase que perfeito. A excelente líbero Fabi, como de costume, defendeu “tudo” e, assim, possibilitou bons contra-ataques ao seu time. Fabiana, Carol Gattaz e Joycinha também estavam em tarde muito inspirada. Tudo isso sob o olhar atento de Bernardinho, para mim, o melhor treinador do mundo na modalidade; como também, do competente técnico Rizola que, a cada tempo, tentava mudar o rumo do confronto, porém desta vez, sem sucesso. O resultado final do jogo foi 3 a 0 em favor do Rio de Janeiro, parciais de 25/15, 25/21 e 25/20. Fim de jogo e, meu amigo e eu, permanecemos parados onde estávamos por alguns minutos. Enquanto isso, eu estava pensando: devo tentar alguns contatos com as personagens da partida ou devo ir embora? A dúvida permanecia em minha cabeça pelo seguinte motivo: tenho dificuldade de ouvir “não”. Sendo assim, se meus ídolos respondessem a qualquer indagação minha de forma negativa ou, então, me ignorassem, certamente, me sentiria mal. Mais algum tempo se passou, até que meu amigo me perguntou: - Vamos embora? Eu resolvi arriscar e disse: - Não, vamos ficar na saída do ginásio. Quero tentar tirar, pelo menos, uma foto, seja com uma das jogadoras, com o Bernardinho ou Rizola, para guardar de recordação. Ganhei o apoio dele e, mesmo sem saber, tal decisão tornou meu dia especial e inesquecível. Então nos dirigimos para o lado externo do ginásio e aguardamos. O primeiro que vi saindo foi Bernardinho. Estava de chinelos, demonstrando sua simplicidade, que seria confirmada por mim minutos depois. O campeoníssimo treinador abraçou algumas pessoas que estavam por perto, depois tirou fotografias com outras. Tempo suficiente para eu respirar – estava muito nervoso – até porque, nada mais nada menos que, Bernardinho, um de meus ídolos, estava a poucos metros de mim. Já mais tranqüilo, quando o cara passou por mim, eu falei: - Bernardinho, tira uma foto comigo? Ele não hesitou e ainda, depois de tirado o retrato, pude até trocar uma idéia com o comandante da Seleção Brasileira Masculina de Vôlei. A impressão foi das melhores, apesar da merecida fama, o Bernardinho é muito gente boa. Aliás, não somente ele, mas todas as demais personalidades com quem eu conversei naquele dia. A partir daí, fiquei animadíssimo e, então, segui na expectativa de encontrar outros ídolos. Na seqüência, Rizola e Fabiana, chegaram para novas fotos e mais conversas. Depois, esperei, esperei, esperei e por mim não passava mais ninguém. Portanto, meu amigo e eu, resolvemos ir embora. Estava radiante de alegria e, quando me preparava para pegar o “caminho da roça”, já do lado de fora do ginásio – dentro do carro – vejo Fabi e mais adiante Fofão – aquele, definitivamente, foi meu dia de sorte –. Com todo o respeito às demais atletas, essas são duas jogadoras especiais para mim. A Fabi porque, além de ser uma excelente líbero, muito simpática, trata-se, na minha opinião, da atleta mais bonita da Seleção Brasileira. Pessoalmente, constatei o que vejo pela televisão: a “baixinha” é uma gata! Aliás, com todo o respeito e cordialidade, a fotografia que tiramos juntos, atualmente, é a foto de apresentação do meu messenger. Enquanto a Fofão é, hoje em dia, na minha opinião, a melhor levantadora do mundo; ainda, para mim, foi a melhor jogadora do vôlei feminino nas Olimpíadas de Pequim. No nosso bate-papo, pude dizer isso a ela e, surpreendentemente, ouvi como resposta: - Sério... Você achou? Nossa, ganhei o dia agora! Escutar tais palavras de um ídolo foi, simplesmente, espetacular! Até com a Sheila, que estava apressada para ir embora, consegui uma foto. Não foi possível estar ao lado de todos os meus ídolos, que estavam presentes aquele dia no ginásio, mas voltei para a casa satisfeito e com o sorriso estampado no rosto.
Daí foi contar as novidades aos familiares e amigos, além de reviver
essas boas lembranças, que jamais esquecerei. Vale dizer também o seguinte: essas meninas, independentemente das cores das medalhas que ganharem daqui por diante, são de ouro. Elas são, assim como Bernardinho e Rizola, verdadeiramente campeãs. Valeu a pena descarregar minhas emoções torcendo pelo vôlei brasileiro, pois a recompensa veio numa intensidade ainda maior. Certamente, minha torcida será ainda mais fervorosa. Sucesso total na vida pessoal e profissional de cada um de vocês.