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ENTREVISTA: 

Maggie Cheung, do outro lado do mundo



Ela nasceu, cresceu e vive na China mas é apaixonada pelo Brasil e pelo nosso voleibol. Conheça um pouco mais dessa fã que, do outro lado do mundo, tornou-se amiga de nossas meninas de ouro!

 Qual seu nome e onde você mora?

 Maggie Cheung, Hong Kong.
 

Há quanto tempo você é fã de voleibol? E especificamente do voleibol brasileiro?

Vejo voleibol há mais de dez anos, e gosto do time brasileiro há uns onze anos.
 

Por que você escolheu o voleibol brasileiro como seu favorito?

        Por causa da Leila Barros, então comecei a gostar da equipe brasileira. As jogadoras são cheias de paixão dentro de quadra e são muito boas fora de quadra.

Há quanto tempo você conhece pessoalmente nossas atletas?

Há uns 10-11 anos.
 

 Nesse tempo de convivência com as meninas você desenvolveu uma amizade muito bonita com todas elas. Como é se tornar amiga do seu ídolo?

 Sou apenas uma fã. Quando elas vêm à Ásia, eu vou assistir os jogos e torcer por elas. E nós sempre conversamos uma com a outra depois dos jogos. Com o tempo, nós construímos uma boa relação.


 

Graças ao seu amor pelo Brasil e a amizade com as nossas meninas do vôlei, você tem aprendido rápido a falar a língua portuguesa. Você tem vontade de conhecer melhor nosso país? Algum lugar específico?

           Português é difícil pra mim. Mas eu realmente desejo poder ter uma comunicação melhor com as meninas. Eu amo o Brasil e espero poder visitá-lo novamente em breve.

Você torce pra algum time de voleibol brasileiro? Qual?

 Sim, claro. Eu gosto da equipe do Rexona desde que eu comecei a torcer pelo Brasil.
 

Além do voleibol brasileiro, de qual outro você é fã?

Eu admiro as meninas da Itália, mas não tem como comparar com minha amada Seleção Brasileira.

Como é quando nossa Seleção vai jogar no seu país?

Eu vou vê-las jogar quando elas chegam à Ásia.
 

Você esteve em Pequim e presenciou a conquista do primeiro ouro olímpico da nossa Seleção feminina. Descreva pra gente como doi esse momento.

Foi o melhor momento da minha vida. Elas ganharam a medalha de ouro no meu país. Eu estava sentada com meu amigo que torce para a Rússia e também dois amigos que torcem para os Estados Unidos.  E a família das jogadoras americanas estava sentada bem na fileira atrás de nós. O jogo foi tão excitante! Quando eu vi a Logan Tom bater aquela bola para fora da quadra eu apenas saltei da cadeira. Hehe. Elas colocaram muitos dos esforços de vários anos. Eu acho que a medalha de ouro não é apenas das jogadoras que participaram das Olimpíadas, mas também de todas as outras jogadoras brasileiras de vôlei. Elas merecem ganhar essa medalha de ouro.
 

Quando joga Brasil e China, você torce por quem?

 Brasil, claro.


 É fácil torcer em casa contra seu país? Seus amigos não te perturbam, não? hehehehe

 Eu acho que não é fácil fazer isso em todo país. As pessoas não entendem como você pode não torcer pelo seu próprio país. E elas podem dizer muitas palavras ruins. Mas se você acredita nas suas escolhas, apenas siga em frente e torça por elas.
 

Falando agora especificamente da Fabi. Há quanto tempo você a conhece?  O que mais você admira nela como pessoa e como atleta?

 Eu a conheço desde que ela começou a jogar na Seleção. Ela é uma pessoa engraçada, está sempre fazendo brincadeiras no time. Ela é uma boa líbero em quadra, a última linha de defesa do time.

A Fabí foi eleita a melhor líbero nos Jogos Olímpicos de Pequim, e é, atualmente, considerada a melhor do mundo. Que outra líbero você admira além dela e por quê?

Eu gosto da Ricarda Lima também, Hahaaa...


 Você já acompanhou de perto muitas mudanças na nossa Seleção. O que acha da nova geração? Você acredita na conquista do bicampeonato olímpico em 2012?

        Sim, as novas jogadoras são muito jovens mas talentosas. Eu sempre ouço que as equipes juvenil e infanto do Brasil foram campeãs.

Qual jogadora você convocaria para essa atual Seleção? Aproveite e monte sua Seleção perfeita.

 Não creio que seja justo eu escolher essas jogadoras. Eu apenas vejo as estatísticas depois do jogo e algumas vezes eu assisto aos jogos da Superliga, então não posso julgar quem seria chamado.


Por falar em nova geração, a Seleção Chinesa também foi reformulada com a saída de importantes jogadoras, como a levantadora Feng. Com esses desfalques, elas sentiram um pouco, vindo a não obter grandes êxitos no Montreux e em Piamonte. Você acredita que a China pode voltar a ser uma grande potência no voleibol?

 Sim, eu acho que elas podem. Elas têm muitas jogadoras jovens. Elas precisam de algum tempo pra crescer. O jeito como elas jogam em quadra é semelhante ao Brasil. A maioria dos jogos entre Brasil e China são muito excitantes.
 

E Cuba também não vem apresentando seu temido voleibol conhecido desde a "Era Mireya Ruiz". Você acredita que esse enfraquecimento nas Seleções é normal no início de um novo Ciclo Olímpico ou realmente a "Era de Ouro" dessas Seleções ficou apenas na lembrança?

De fato, eu realmente não me familiarizo com o time de Cuba. Mas na minha mente, eu acho que Cuba é um time muito instável, elas podem jogar muito bem algumas vezes, mas, de repente, não mais.

 

 Você poderia contar pra nós algum momento divertido, legal, descontraído, que você tenha vivido com a nossa Seleção aí? O momento mais marcante?

 Todo mundo no time trata você como uma amiga. Elas estão sempre dispostas a ajudar quando temos dificuldades. Eu fiquei muito triste quando elas perderam no Mundial de 2006. Mas a Sheilla me prometeu que elas ganhariam a medalha de ouro nas Olimpíadas. E agora, elas cumpriram a sua promessa e conquistaram o ouro!

Pra quais times de voleibol você torce além do Rexona?

 Eu também gosto do São Caetano.
 

Pra finalizar, deixe uma mensagem pra Fabi!

Fabí, durante esses poucos anos eu vi você crescer, passar de uma pequena garota para a melhor líbero do mundo. Estou orgulhosa de você.
 

Muito obrigada pela sua participação, Maggie, e por compartilhar conosco um pouquinho da sua história e um pouquinho também da história da melhor líbero do mundo. Valeu, fique com Deus!!!

 Colaboração: Joana Mello.

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