Qual
seu nome
completo?
Carla
Camila Bernardes.
Quantos anos você tem?
Dezessete.
Por
que o apelido "Kaks"?
Puts, não sei explicar
direito. me lembro
que há uns 5 anos mais ou menos estava com uma amiga minha
na festa junina da
escola e ela me chamou de Kaks. Eu perguntei 'kaks?' e ela respondeu
'é, acabei
de inventar'. Aos poucos foi pegando, e hoje acho que muita gente nem
sabe meu
nome, rs.
E
você torce para o Rexona há quanto tempo?
Essa
é a 5ª temporada que acompanho. Comecei a
acompanhar em 2004 por causa do Bernardinho.
Você
já conhecia a Fabí antes, sem ser
pessoalmente, já tinha visto ela?
Se
não me engano a 1ª vez que vi a Fabi foi quando ela
jogava
pelo Oi/Campo, e acho que
foi em uma matéria. eu ainda não acompanhava
tão
de perto, ia aos jogos do Salonpas só porque era mais perto
e
tal.
E quando você
teve contato pessoalmente com ela pela primeira vez?
Em
um jogo da temporada 2005/2006. Fiquei impressionada com aquele
'tamanho de
gente', que pegava tuuuuudo. E claro, que era um amor de pessoa.
E
você lembra como foi o primeiro contato, conte pra
nós!
Foi
no Salonpas de 2005. Depois do Rexona ter perdido o de 2004 para o
Finasa/Osasco, ganhamos. Depois do jogo, fiquei esperando o time sair
para falar com
as meninas e com o Bernardinho, que nessa época
já me
conhecia. Quando a Fabi
saiu ela foi um amor, agradeceu pela torcida (que era quase
única, já que o
jogo foi em São Paulo entre Osasco e Rio de Janeiro) e
atendeu
todos os fãs. Infelizmente vou ficar devendo os detalhes,
acho
que chorei tanto naquele dia
que tudo se perdeu nas lágrimas, rs.
Quantas vezes mais ou
menos você já encontrou com ela nos jogos de
lá pra cá?
Mais
ou menos 12 vezes. Em jogos do Rexona-Ades contra times daqui de
São Paulo,
principalmente durante o Salonpas, que é inteiro aqui.
Também em treinos e no
'desfile de ouro', quando a seleção chegou de
Pequim.
E de todas as vezes que
você encontrou com ela que momento mais te marcou?
Acho
que teve dois momentos. Um foi no treino que o Rexona-Ades fez em
Osasco antes
de uma das finais da temporada passada. Estava perto da
Páscoa e eu tinha
prometido levar chocolate para ela e as meninas. Quando cheguei, ela me
reconheceu de primeira. Acabado o treino, Bernardinho me chamou para
entrar na
quadra, fiquei conversando com a Fabi e com ele por muito tempo.
Outro
foi no desfile do ouro. As Olimpíadas de Pequim fizeram com
que todo o carinho
e admiração por todo aquele grupo crescesse em
mim de um modo inexplicável,
então quando elas chegaram em São Paulo e eu fui
vê-las a sensação foi única.
Parecia que apenas naquele momento eu estava realmente comemorando o
tão
sonhado título. Levamos cartazes, inclusive para Fabi, que
como sempre foi um
amor de pessoa.
O
que é que mais te chama atenção e te
faz gostar da Fabi como atleta e como pessoa?
Da
Fabi atleta com certeza a garra e determinação. O
modo como ela mesma se cobra,
como ela quer a perfeição em seus atos. nunca me
esqueço dos murros que ela deu
no chão no final da superliga passada por não ter
conseguido fazer uma defesa. Isso
mostra o quanto ela ama o que faz e como quer, independente de como,
fazer o
melhor para ajudar a equipe.
Na
Fabi pessoa o carisma e o modo como ela trata seus fãs.
Todos que vão falar com
ela são recebidos com um enorme sorriso.
Você
falou que mais do que
nunca seu orgulho pela seleção cresceu
após o ouro olímpico. E você esteve
presente num momento histórico que foi a carretada em
São Paulo. Conta um
pouquinho pra gente como foi essa experiência lá.
As
meninas chegaram de ônibus no quartel de onde a carreata
sairia, e como é perto
da minha casa, eu fui. Na frente do quartel não tinha
muuuita gente, mas tinha
uma festa! Estávamos com cartazes e gritávamos
por elas, mesmo com elas dentro
do ônibus. Dava pra perceber que todas estavam meio em
'choque' ainda, não
esperavam tudo aquilo.
Aos
poucos, elas foram subindo no 'trio', e entraram na onda. Gritavam
conosco,
cantavam, falavam com a gente e continuavam sem acreditar. Elas
simplesmente
PARARAM A CIDADE, logo São Paulo, aquela cidade que nunca
pára. Todos foram
para as ruas, pararam de trabalhar, pararam o trânsito e
saíram dos carros para
aplaudí-las de pé. Pra mim, particularmente, foi
uma emoção inexplicável ver como,
enfim, elas estavam sendo realmente valorizadas, afinal eu sempre achei
que a
seleção feminina era infelizmente ofuscada pelas
vitórias da masculina.

Fiquei
vendo de casa mas
pude sentir de longe toda aquela emoção! Quando
os caças saudaram elas na
entrada, me arrepio até agora só de lembrar! Elas
sempre mereceram tudo isso,
sempre foram guerreiras e lutaram incansavelmente até o fim.
Você
joga vôlei?
Eu
jogava vôlei. Cheguei a jogar em clube, e nessa
época eu fiz testes pra entrar para times mais fortes
como Paulistano, Finasa e etc.
Porém com o tempo eu fui percebendo que minha
altura não me ajudaria no futuro. Então comecei a
jogar vôlei por divertimento
mesmo, para 'extravasar'. Fiquei jogando apenas pela
seleção da escola e hoje
jogo só de brincadeira mesmo.
Jogava em que
posição?
Levantadora.
Legal! E você
tá em idade de vestibular, pensa em prestar pra que?
Eu prestei pra
educação física.
Deixa eu adivinhar o que
te inspirou a prestar pra esse curso... rs
Rs!
Com certeza o vôlei. a
verdade é que eu queria ser jogadora de vôlei, e
nunca conseguiria fazer algo
que não fosse ligado a esse esporte. Então,
escolhi educação física. Se
não
posso ser jogadora, quem sabe comissão técnica?
rs.
Como os times de
vôlei
nacionais representam cada qual sua cidade, geralmente as pessoas
tendem a
torcer para o time da cidade ou do Estado onde moram. Você
é uma paulista que
torce pelo Rexona! Por que você escolheu um time de outra
cidade, de outro Estado?
Pois
é! Sempre disse que eu
podia escolher entre torcer pra um time bom e torcer pra um time de
São Paulo,
e que por isso eu escolhi torcer pra um time bom, torcendo pelo
Rexona... mas a
verdade é que como disse eu comecei a torcer para o Rexona
pelo Bernardinho. O
modo dele comandar sempre me encantou, e como isso fazia com que os
títulos
viessem também...
Bom, pra encerrar, deixa
seu recado pra Fabí!
FABI, VOCÊ
É MARA, rs! Brincadeira, brincadeira. Só tenho a
agradecer! Agradecer pelo carinho, por sempre ter tanta garra,
força e determinação nos
jogos, por ser uma pessoa maravilhosa! E, claro, agradeço
por, graças a você, eu
poder ter a oportunidade de conhecer pessoas tão
maravilhosas. As palavras faltam quando é
pra falar de ti, Fabi... por isso o que me resta é agradecer
por toooda a
felicidade que você sempre me dá em forma de
títulos e vitórias!
PS: FABI,
NÃO QUERO NUNCA
MAIS VER VOCÊ CANTANDO 'OOO, O
CORINGÃÃÃO VOLTOOOU', viu? Rs!
Muito obrigada pela sua
participação, Kaks, e por
compartilhar conosco um pouquinho da sua história e um
pouquinho também da
história da melhor líbero do mundo. Valeu, fique
com Deus!!!