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ENTREVISTA: 



Joana Mello, a "líder" da torcida


Ela é carioca da gema, apaixonada pelo Rexona-Ades e conhecida como "líder" da torcida do Rio de Janeiro - muito embora deteste este rótulo. Conheça um pouco mais desta fã que encabeçou um projeto que emocionou a líbero Fabí no primeiro jogo da Superliga 08/09.

 Qual seu nome completo?

Joana de Mello Silvestre Santos. 

E sua idade?

23 anos. Recém completados, por favor, hehehe.

 

Você conhece a Fabí há quanto tempo?

 Desde a época que ela jogou no Flamengo, em 1999/2000.


Como foi seu primeiro contato com ela, você se recorda?

     Uhm....não lembro muito bem... mas fui tirar uma foto com ela, ainda ela jogando com o Flamengo. Lembro que jogavam ela e a Flúvia lá e as duas sempre andavam juntas, pareciam bastante amigas. Lembro de uma situação no ano seguinte, num jogo do Vasco já. Fui pedir pra ela autografar essa foto e ela respondeu "Nossa, essa é antiga!", hehe, nunca esqueço as palavras..

 

 Desde então você a acompanhou até ela chegar ao Rexona?

          Bem, sempre acompanhei a Superliga, então sempre a via jogar mas não acompanhava tanto como agora que ela está no Rexona. Mas sempre admirei sua garra, sua determinação jogando.

 

Você torce para o Rexona há quanto tempo?

         Minha memória não é muito boa mas acho que desde sempre, hehehehe. Deixa eu explicar.... eu não lembro de acompanhar os jogos, mas lembro que torcia para o Rexona desde o início, tanto que hoje a Piccinini é umas das jogadoras que mais gosto e se isso aconteceu foi porque ela jogou aqui. Mas lembro de começar a acompanhar melhor mesmo o time desde a temporada 2000/2001, quando o Rexona veio jogar um campeonato Carioca e eu e  minha irmã fomos a todos os jogos torcer pela equipe. Éramos umas 5 ou 6 meninas só, hehehe, mas até que era uma torcidinha, hehehe.


 Vôlei sempre foi a grande paixão da sua vida, né?  Mas você está em vias de se  formar em Veterinária. Você pensa em tentar algo a ver com o esporte depois de terminar este curso ou pretende deixar apenas como um hobby mesmo?

Essa é uma pergunta que eu não sei a resposta na verdade e me consome todos os dias, hehehehe, é claro, amo vôlei, seria perfeito poder trabalhar próximo a ele mas tenho consciência também que não é algo fácil. Prefiro deixar a vida me levar para onde tiver que ser....

 

 

 

 Você joga na faculdade ou jogava na época da escola?

       Eu joguei uma época durante o colégio, em um clube no rio chamado Municipal, na Tijuca, mas quando chegou o ano do vestibular eu saí. Hoje em dia jogo mais por brincadeira mesmo, nada sério. Jogo no time da faculdade nos campeonatos que jogamos pela Veterinária mas não são campeonatos propriamente sérios, hehehehehe, então hoje é mais pelo prazer mesmo, até porque minha altura não ajudaria jogar sério também, hehehe.

 

Em que posição você jogava e joga?

         Eu jogava de levantadora.  Hoje na faculdade jogamos 6x0,  para você ver o quanto sério é, hehehe.

 

Do tipo que quando falta uma pra completar o time pode pingar a bola uma vez? Hehehe...

         Não tão brincadeira assim né, não precisa esculachar, hehehehe.

 

       Você é uma grande admiradora do vôlei europeu, principalmente italiano, tanto que é torcedora fanática do Foppapedretti Bergamo né, e falou logo no início da entrevista que sua jogadora favorita é a Francesca Piccinini. Como fiel seguidora do Rexona também e de toda Superliga, como você compara o nosso voleibol, hoje reconhecidamente o melhor do mundo, com o voleibol europeu, que possui o melhor investimento do mundo?

 Com certeza aqui no Brasil é onde encontramos a melhor preparação em termos de técnica, na minha opinião. Na Europa, principalmente na Itália, é onde tem a liga mais forte, o que ajuda demais as jogadoras a ganharem experiência internacional. Acredito que os times europeus cada vez mais buscam um jogo mais rápido e mais parecido com o brasileiro mas ainda falta algo na preparação, algumas vezes eu fico pensando como seria ver o Bernardinho trabalhando lá hoje em dia, hehehe, acredito que se os europeus passarem a se dedicar e trabalhar tanto quanto os brasileiros, terão muito o que crescer.

 

Joana, na Itália, com o time do Foppapedretti Bergamo

 Como eu disse, o voleibol europeu tem mais investimento muito embora o voleibol brasileiro seja reconhecido como o melhor do mundo, por que você acha que isso acontece?

         Bom... acho que é uma questão bem complexa que envolve economia e política também. A começar que no Brasil não existe um retorno para o patrocinador tão grande quanto lá, mas na medida do que pode ser feito. Acho que pelo fato de na Itália ser uma liga independente da federação Italiana os clubes mandam no campenato e por isso seus patrocinadores aparecem de todas as formas, vale a pena investir e não só em times grandes mas em pequenos também. Um exemplo: na Itália, os jogos transmitidos na TV são de todos os times, cada semana passa um jogo diferente, não fica preso aos primeiros colocados. É claro que às vezes para o público você quer acompanhar um clássico mas passa um outro jogo um pouco mais fraco, no entanto para o patrocinador é ótimo, todos os patrocinadores têm espaço na tv. Enfim... acho que isso faz atrair tantos patrocinadores. No Brasi já não permitem falar nome de patrocinadores e quando falam no muito são somente os das grandes equipes.

 

Você é vista por alguns como a líder da torcida do Rexona-Ades no Rio, mas isso te incomoda um pouco, hehehe, por quê?

         Hehehe. Ah, me incomoda porque não sou líder de nada, hehehe, sou só uma torcedora como tantos outros que vão ao ginásio, não entendo como surgiu isso, hehehe.

Eu acho que sei e ia ser inclusive a próxima pergunta. Você encabeçou um movimento muito bacana na torcida, que foi a criação dos banners pras meninas do time. Como surgiu essa idéia?

 Bem, queríamos prestar alguma homenagem às meninas de alguma forma porque sempre que acompanhamos os jogos do Italiano vemos cartazes e tal para as jogadoras, então minha irmã e eu pensamos: "Por que não no Brasil?" hehe. Falamos com o pessoal na torcida que acompanha os jogos com a gente, nossos amigos, e todos gostaram da idéia, se prontificaram a ajudar. Então decidimos contar com a colaboração e participação de todos e surgiu a idéia de colocar na comunidade da internet e todos foram gostando e ajudando, e acabou que a idéia se tornou realidade com a ajuda de cada um na torcida, com idéias simplesmente ou na realização mesmo.

Torcida Rexona, no ginásio Tijuca Tênis Clube, com os banners das jogadoras

 O primeiro a ser feito foi para Fabí, certo?

 Sim. Pensamos bem: "Vamos fazer um somente no início para ver como fica e tal." Na hora não tivemos dúvida em quem escolher, a Fabi foi a primeira opção de todos porque ela é quem mais demonstra o sentimento Rexona na nossa opinião, ela demonstra toda paixão, ela merecia ser essa primeira, por toda dedicação ao longo dos anos.

 

 

Fabi se emociona com o banner feito pela torcida - 29/10/08.

As fotos e os vídeos do dia que vocês mostraram o banner pra ela estão disponibilizados no site. Mas conta pra gente, a partir da sua visão, como foi esse momento.

          Nossa, foi perfeito! Chegamos lá, abrimos o banner. Assim que ela viu, ela agradeceu, ainda dentro de quadra, antes do jogo. Depois do jogo ela agradeceu novamente, beijou a blusa do Rexona, como sempre ela é muito agradecida, vê-la beijando a blusa é algo maravilhoso, mostra o carinho que ela tem por esse time, carinho que todos nós temos também. Então ela recebeu uma mochila pra dar pra alguém da torcida e ela me escolheu, claro porque nesse momento eu segurava o banner, hehehe, mas na hora todos nós entendemos que se ela pudesse ela teria dado uma pra cada um. Depois do jogo ficamos esperando ela do lado de fora e ela veio falar com a gente, foi uma fofa em todos os sentidos como vocês podem ver nos vídeos, ela é uma pessoa muito especial e ver que ela tinha gostado foi um grande prazer para a gente, afinal, era isso que esperávamos, fazer uma homenagem, e essas meninas que estão sempre se dedicando para fazer o melhor, mostrar que estamos ali com elas!! Pra o que der e vier.

Joana, Fabi e a galera da torcida posam com o banner: "FABI #14 GUERREIRA!"

Você foi escolhida também pra escrever um depoimento representando a torcida Rexona do Rio no vídeo que homenageou a Fabi em seu aniversário, produzido pelo site. Como foi pra você essa participação?

         Uma honra enorme!!!! Com certeza! Falar da Fabi é sempre um grande prazer, e poder mostrar o que ela significa para seus torcedores é ótimo. Claro que é uma responsabilidade tremenda também, por isso fiquei meio apreensiva de tentar ser capaz de escrever realmente tudo o que ela significa para a Torcida do Rexona, mas foi só deixar o coração falar.

 

O que você mais admira na Fabi-atleta?

       A determinação, a força de vontade, de estar sempre se dedicando ao máximo, buscando seu melhor e o melhor para a equipe, a liderança em quadra. Ela hoje é uma referência em quadra, para mim ela passa dentro de quadra a segurança que o Bernardinho passa do lado de fora.

 

 E na Fabi-pessoa?

      Bom, com certeza todos devem falar as mesmas coisas porque como ela não tem igual. Mas é a humildade e o carinho com que ela trata todas as pessoas, todos os fãs, sempre atende a todos e presta atenção a todos. Para um fã isso é muito especial, esse momento com o ídolo, e ela entende esse papel dela também, ela não tem a obrigação mas faz questão de atender, além de ser uma simpatia como pessoa. 

 

Você a conheceu há dez anos atrás, ainda no Flamengo.  Percebeu alguma evolução na atleta de lá pra cá?

 Claro. Bem, acho que seria inevitável ela não crescer, em todos os sentidos, primeiro pela própria bagagem, as experiências, e também por trabalhar com grandes treinadores, trabalhar com o Bernardinho, não tenho dúvidas que ajudou muito ela a crescer. Há 10 anos atrás ela era uma menina começando. Hoje em dia, ela é o exemplo de todos, a melhor líbero do mundo!
 


 

Nas Olimpíadas de Pequim, a seleção feminina de vôlei ficou conhecida como "Dream Team" (Time dos Sonhos) do voleibol. Monte  seu "Dream Team".

 Bem, vamos lá. Levantadoras: Ognjenovic (Sérvia) e Lo Bianco (Itália). Opostas: Grün (Alemanha) e Flier (Holanda). Meios: Fabiana (Brasil), Poljak (Croácia), Furst (Alemanha) e Bown (EUA). Pontas: Piccinini (Itália), Logan Tom (EUA), Kozuch (Alemanha) e Sokolova (Rússia). Líberos: Fabi (Brasil) e Croce (Itália).



 

Pra encerrar, deixa um recadinho pra ela!

      Fabi, obrigada por toda dedicação em cada treino, em cada jogo, obrigada por ser essa pessoa incrível e de representar nosso time e nosso voleibol de forma tão fantástica, pela grande pessoa que é pois mais importante que vitórias e derrotas é o caminho que tomamos. Parabéns por tudo e que muitos sucessos ainda cheguem até você! Beijos!

 

Muito obrigada pela sua participação, Joana, e por compartilhar conosco um pouquinho da sua história e um pouquinho também da história da melhor líbero do mundo. Valeu, fique com Deus!!!

 


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