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ENTREVISTA: 

Andressa Caetano, a dona do "Melhor do Vôlei"

Do interior de São Paulo para o mundo! Exagero? Não se estamos falando da pessoa que colocou no ar o site brasileiro especializado em vôlei mais visitado do país e conhecido internacionalmente! Conheça um pouco mais da menina que percorreu caminhos inimagináveis e conheceu infinitos anjos de luz que ajudaram-na a tirar seus sonhos da mente e colocá-los nas mãos, gravando seu nome pra sempre no mundo do voleibol!

 Qual seu nome completo e sua idade?

       Andressa Caetano Ferreira, 26 anos.

 

  Há quanto tempo você tem o Melhor do Vôlei e como surgiu a idéia?

             Em 29 de julho de 2003 foi criado o Melhor do Vôlei, mas antes dele eu tinha outro site, o Musas do Vôlei. Em 2002, teve Jogos Abertos do interior em Franca, a cidade que eu morava. Como fisioterapeuta eu atendi o pessoal do vôlei e do handebol. Em um desses atendimentos, Deus colocou na minha vida nada mais nada menos que a Fofão. Eu a atendi com uma lesão no tornozelo e conversamos sobre minha profissão, além de fisio eu trabalhava com a atriz Bianca Rinaldi, da Record, tomava conta do site dela e ajudei a produzir a peça dela quando passou por Franca. 

 



Andressa e Bianca Rinaldi

 

A Fofa então me sugeriu que trabalhasse com sites também, assessoria no vôlei, que era um mercado pouco explorado. Então criei o Musas do Vôlei e minha primeira entrevistada foi, pra minha alegria, a Virna.


Andressa entrevistando Virna Dias

 

Nossa, que bacana! Já começou muito bem abençoada então!

           Só pra completar, comemoramos todos os anos o dia 26/05 porque foi nessa data, há 3 anos atrás que lançamos o MDV em forma de portal e conseguimos fazer a devida divulgação.

Equipe Melhor do Vôlei

Então você já trabalhava como webdesigner antes de começar a trabalhar com sites de vôlei especificamente. Quanto tempo faz que você começou a mexer com webdesign?

Eu queimei uns 3 computadores do meu irmão antes disso kkkkkkkkkk

 

 Quase não deve ter estudado e treinado então! hahahahaha

 Meu irmão é programador e então lá por 1997 ele comprou um computador, ninguém podia mexer nele, mas eu claaaaaaaaro, esperava todos irem dormir e ligava aquela máquina pra aprender a mexer, foi na raça, eu sou da época do site no bloco de notas, código por código, linha a linha, cor a cor... depois de queimar as máquinas consegui comprar uma melhor pra ele com meu trabalho de webdesign, rss, acho que compensou pra ele.
 

 

Você começou como autônoma mesmo ou de cara já entrou pra alguma empresa?

         Nunca gostei de trabalhar pros outros, rs, fui fazendo minha cartela de clientes por mim mesma, em Franca tem muita fábrica de calçados e foi aí meu maior mercado de trabalho. Quando eu entrei pra faculdade de fisioterapia, meu pai conversou comigo que era uma faculdade muito cara para uma família como a nossa, que eu iria ver pessoas da alta sociedade chegando de carro, de roupas de marca, indo pra festas caras e ele não poderia me dar aquilo. Foi nessa época que me dediquei mais ao trabalho, antes fazia por hobby, depois era sério, eu precisava. Eu fazia faculdade em horário integral, das 8h as 18h... chegava em casa e começava a trabalhar até de madrugada. Meu pai já acordou várias vezes gritando comigo por isso, rss, aliás nem precisava gritar, ele abria a porta e eu corria pra cama kkkk

 Hoje você trabalha numa assessoria, certo? Você é sócia, como é?

        Montei minha agência, a Agência Classe A. O "A" é de Andressa e Aloísio, meu irmão que é meu sócio, uma das poucas pessoas que acreditou em mim quando arrumei minhas malas e vim, sozinha, construir minha vida em São Paulo.

 


Logo da agência de Andressa: Classe A Comunicações e Entretenimento

 Opa! Adoro histórias que vão rendendo histórias. Quando é que foi essa mudança, quando você decidiu fazer jornalismo e largar a fisioterapia?

        Quando me formei em fisio já me matriculei na Pós-graduação em Fisio Desportiva. A Renatinha Colombo jogava no Rexona e eu já fazia o site dela, isso em 2005 (eu fazia desde 2004). Ela conseguiu pra mim um estágio no Rexona, no Rio. Fiquei um tempo por lá, fiz minha monografia sobre Escoliose em Atletas de Vôlei com a orientação do Fiapo e usando as jogadoras no trabalho. Assim acabei me tornando muito amiga da Jaqueline, ela foi uma das pessoas que mais me incentivou a me dedicar a essa área. Na época algumas pessoas do grupo, lógico que a Re também, me falaram pra fazer sim. A Marina Daloca eu lembro de ter falado também e a comissão técnica. Devo a eles essa mudança. Logo que conclui a pós, já prestei novamente vestibular e entrei pro Jornalismo acadêmico, estou concluindo o sexto semestre.

Andressa e a despedida do Rio com os amigos

  

Então de Franca você fez estágio no Rio e quando voltou decidiu se instalar em São Paulo?

        Foi. Eu voltei pra Franca, arrumei minhas malas e vim pra São Paulo. Morei de favor na casa de duas amigas, na Roberta (Gô) e depois na Renata. Depois disso eu comecei a ganhar um pouco mais e fui dividir uma casa no fundo de um restaurante com uma colega, infelizmente ali eu passei os piores dias, as piores noites da minha vida. Quase desisti de tudo.

Minha mãe não gosta que eu conte essa história, mas eu conto com orgulho, pois eu sai de lá, eu suportei tudo que a vida colocou no meu caminho. Morava na lavanderia da casa, quando chovia respingava água em mim e um dia isso fez queimar meu computador, foi uma barra conseguir arrumar. Passei fome...Quando eu não tinha dinheiro, meu pai me enviava e eu fazia compras, só que a menina que morava comigo era muito ruim, tirava minha carne da geladeira pra estragar e quando eu virava as costas para ir aos jogos, ela fazia festa e acabava com toda minha comida, eu ficava com vergonha de pedir para os meus pais novamente.

Com certeza essa menina que eu dividia a casa era muito estranha, nós pensamos sempre que conhecemos alguém bem né, mas é só convivendo no dia-a-dia pra saber como são as pessoas. Saí de lá pra um apartamento grande, graças a Deus. É onde estou até hoje.

 

 

Cara, tô arrepiada! Te juro, não tenho nem palavras! A gente sempre ouve grandes histórias de superação mas conhecer e falar sobre isso com uma pessoa que tenha vivido uma história assim é uma sensação única.

       Foi difícil, tenho traumas por isso, tenho pesadelos a noite até hoje e não passo na frente daquela casa desde que saí de lá. Espero nunca mais ter que passar lá perto.

 

Não, não terá. Você está numa ascensão sem volta, pode acreditar nisso. 




Andressa trabalhando em uma coletiva de imprensa

Bom, mas me diga, por que o vôlei? Por que não outro esporte?

      Vôlei? Por causa da Fofão, a madrinha do meu site e da minha profissão! Se fosse por mim seria futebol ou basquete, meu pai já jogou no Guarani de Campinas, é famoso na cidade em que nascemos, São Sebastião do Paraíso. A cidade toda conhece ele, foi uma estrela do futebol do interior mineiro. Meu irmão mais velho seguiu os passos do meu pai e o outro, o meu sócio, jogava basquete, tem 1,96m de altura, jogou no antigo Dharma que ganhou vários títulos por Franca. E eu fiz um pouco de cada coisa, disputava jogos pela cidade e região, desde campeonato de Xadrez até arremesso de peso, kkkk. Joguei futebol pela minha cidade, mas como meu irmão eu escolhi estudar e larguei tudo. Depois foi o vôlei quem me escolheu, rsss.


Bernardinho e Andressa

 E quando foi que a Fabí cruzou seu caminho nesse ínterim?

          A Fabi....bom tem dois caminhos que ela cruzou, rss, na vida pessoal tínhamos amigos em comum e no vôlei só conversei mesmo com ela no Rio, durante meu estágio. Criamos um bom relacionamento profissional, ela fez até uma tattoo com a bola do logo do MDV, kkkkkk, brincadeira, mas a bola é igual! Quando meu editor, o Matheus (faço questão de falar desse menino que está ao meu lado já há 6 anos), a entrevistou ela se prontificou em dar, talvez, a maior e melhor entrevista que já vi com ela. Ela se preocupou comigo quando fiz uma cirurgia na coluna no ano passado. Uma das poucas pessoas que ficou sabendo, rss, mas recebi as palavras dela no hospital e me fez bem.

Tatoo da Fabí e o logo do MDV


 

Pra mim foi a maior e melhor realmente. Vocês podem vê-la na seção "Na Mídia" do site, dividida em duas partes.

E como foi seu primeiro contato com ela, você lembra? Profissional ou pessoal.

        Olha... acho que eu conversei bem com ela foi no Rio mesmo. Já tinha falado com ela em um jogo de Campos contra o Finasa, mas foi somente um primeiro contato, fui assistir ao jogo da Renatinha e ela estava conversando com a Re. 

 

Essa é uma pergunta de praxe que não pode faltar em nenhuma dessas entrevistas: o que você mais gosta na Fabí como pessoa e como atleta?

        Como jogadora todos devem ter respondido que é a garra, a vibração, dedicação. Vou quebrar essa linha de pensamento e vou responder que é a inteligência dela. Tanto em quadra, como fora dela, é uma pessoa que tem poucos segundos pra pensar antes de defender uma bola ou responder a uma pergunta de um jornalista, nas duas ela raciocina rápido e se dedica pra que a bola chegue nas mãos da levantadora, assim como responde sempre explicando ao jornalista, minuciosamente, sem deixar passar detalhes que talvez seja o grande atrativo do público ao ouvir ou ler tudo que ela fala.


Andressa entrevistando Fabí

 

 E me diga, quais são os atletas que você assessora hoje?

Vamos por ordem de mais tempo de contrato: 

Vanessa Paterlini, meio-de-rede do Nancy da França (foi minha primeira atleta e a irmã que eu não tive);

Alessandra Fratoni, ponta do Verona da Itália (minha melhor amiga); 

Soninha, ponta do Castellana; 

Renatinha Colombo, oposto do Japão (devo muito a ela); 

Marcos Kwiek, técnico da República Dominicana; 

Cibele Barboza, ponteira que está voltando ao Brasil (outra irmãzona); 

Edna, meio-de-rede do Santa Catarina; 

Biannca Mancuso, ponta/líbero de Taboão da Serra; 

Amanda Martins, ponta do Paulistano; 

Viviane Araújo, meio de rede do Santa Catarina; 

Bruna Honório, ponta/oposto do Santa Catarina; 

Fernanda Davis, ponta do São Caetano; 

Lara Nobre, meio-de-rede do São Caetano; 

Jaqueline Carvalho, ponta do Osasco (é a minha diretora de marketing kkk é recíproco meu trabalho e o dela, eu divulgo a carreira dela e ela a minha, rss, uma amiga querida); 

Alexandre Rivetti, técnico da Maria Clara/Carolina; e, 

Debora Marçal, ponta/líbero do Paulistano.


Andressa e Jaqueline Carvalho, uma de suas assessoradas e amiga

Eu gostaria que você nos contasse um momento marcante que você tenha vivido, profissional, pessoal, como preferir, ligado ao vôlei.

         Acho que o grande momento da minha carreira e talvez da minha vida, foi na primeira festa do site, a entrega do II Troféu Melhor do Vôlei. Foi a recompensa da minha vida, senti tudo que vivi em poucos segundos. A cantora que fez a abertura da festa foi Keila Kotai, que é da minha agência e ex-participante do programa Astros, ela me anunciou no microfone, as luzes abaixaram e eu desci uns 20 degraus, passo a passo, pé por pé e essa música... (assista ao vídeo abaixo)

 

Eu arrepiei... senti medo de cair, de não conseguir descer as escadas e atravessar todo o salão até o palco. Meses atrás eu tinha feito uma cirurgia na coluna, retirei 3 hérnias de disco, fiquei meses de cama, até uns dias atrás eu andava de bengala, rss, a Júnia, kkkk. Então imaginem, eu tinha motivo pra ter medo pra descer aquelas escadas, eu estava reaprendendo a andar e estava de salto, rsss. Mas não foi só medo que eu senti. Olhei pra um lado e os diretores dos times me olhavam, olhei para outro e estava Fofão, Ana Lúcia e Irena, grandes ídolos do vôlei e dessa vez eles olhavam pra mim. Foi neste dia que vi que tudo que passei até hoje valeu a pena, passaria por tudo novamente só para ter aquele dia como recompensa.

Fofão, Matheus Maciel e Andressa Caetano, na festa do II Prêmio Melhor do Vôlei

Agora eu não poderia deixar de perguntar dela: Glenda Kozlowski. Você está sempre rodeada dos ídolos de muitas pessoas e é amiga desses ídolos! Como foi o dia em que você assumiu o seu lado de fã?

 

Emocionante, não chorei por vergonha, rsss. Mas não foi vontade de chorar por ver minha ídolo, a Glenda, mas pelas palavras que ouvi dela. Me aproximei da Glenda em um jogo Rexona x Finasa, em Osasco. Ela estava conversando com algumas pessoas e eu conversava com a Carol (Gattaz), a Carol falava e eu mal escutava, rss, estava esperando o momento de falar com a Glenda. Quando ela ficou sozinha eu pedi licença pra Carol e fui lá conversar com ela. Eu tremia de nervoso, porque eu queria falar com ela, mas não sabia muito o que falar, kkk. Cheguei meio gaguejando e disse ser fã dela. Ela me olhou toda querida  e me abraçou. Falei que me inspirava nela pra fazer meu trabalho no site. Foi aí que ela ligou o meu nome e o site a minha pessoa, rss. Ela me confessou que lê o site e que já conhecia meu trabalho, que ficava ainda mais feliz por saber que eu era fã dela. Ela ficou com os olhos cheios d'agua e eu também confesso que lacrimejei. Me senti tão querida de tanto que ela me elogiou e abraçou, trocamos contatos e com certeza foi um dia marcante!

Andressa Caetano e sua ídolo Glenda Kozlowski, jornalista esportiva da Rede Globo: "o encontro do mestre e o aprendiz"

Pra encerrar, me diga: como é a repórter sendo entrevistada hein? hahaha, qual a sensação? Você já havia contado todas essas coisas em público antes?

Então, eu só tinha contado a história do site. Mas é legal contar tudo pra você, pra vocês né, rs. Muita gente me acha metida, mas na verdade eu sou tímida com quem não conheço. Algumas pessoas pedem pra tirar foto comigo e eu quase me escondo, rss, acho que não é pra mim esse tipo de coisa, o ídolo não sou eu e sim os jogadores, técnicos. E também recebo, como qualquer um que trabalhe com o público, algumas críticas de pessoas que acham que vivo um mar de rosas e não é bem assim. Pra poder dar todas essas notícias em primeira mão pra vocês é preciso ficar a frente de 15 pessoas no site, sem receber por isso, porque o Melhor do Vôlei não tem retorno financeiro. O que recebemos de alguns parceiros como o Vôlei Futuro (que tenho que agradecer muito, juntamente ao Teruo da Hansports), vai tudo para a manutenção do site, custos dos nossos repórteres. O pessoal cobra fotos de todos os jogos e não temos condições (ainda) de cobrir tudo, nem fisicamente, nem financeiramente. 

Esse espaço destinado a mim eu dedico aos meus leitores do site. Aos que sempre incetivaram como o Igor Munarim que nem conheço e sempre nos envia notícias, colabora, elogia. O site Melhor do Vôlei não é só meu, é de todos os amantes do vôlei! Penso que ao invés de perder tempo pra escrever um e-mail xingando, poxa, nos ajude, seja um colaborador do vôlei, para o vôlei! Escuto sempre do Luizomar de Moura que ele indica o MDV a todas as pessoas que perguntam de um site legal de vôlei. Assim acontece na Itália, a Jaque me disse que depois dos jogos de lá, as italianas entram no MDV pra ver o que escrevemos sobre as partidas. Não posso deixar de falar do amigo Clemente de Bento Gonçalvez, sempre divulgando a gente. É legal quando alguém reconhece, mas também cobra uma noticia, um resultado, uma foto, ou faz uma crítica construtiva que nos ajude a crescer. Eu conto com a ajuda dos fãs do vôlei, dos meus queridos da comunidade SFV, adoro, já havia falado isso antes.  

Dar essa entrevista deu uma sensação de reconhecimento e agradecimento, porque estou usando esse espaço para agradecer a todos, cada email, cada elogio, cada palavra ... A família do vôlei é a minha familia! Obrigada Ju e que você tenha  sucesso com o site da Fabi! Um beijo especial a ela também!

 

Muito obrigada pela sua participação mais do que especial, Andressa, e por compartilhar conosco um pouquinho da sua história, você sabe tudo o que eu penso sobre você e essa bagagem de vida maravilhosa que você traz, e o que eu te desejo é sucesso, ontem, hoje e sempre, tudo de melhor que venha de Deus! Um grande beijo! E ah, não deixem de acompanhar o MELHOR DO VÔLEI, maior e melhor portal brasileiro de voleibol!